sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Entre as ruínas da existência


A brisa bate e a polícia também 
É toda diversão que nóis tem
Rabisco na mureta
Fumaça subindo pá cabeça 
Ainda faço um documentário 
Sobre poetas arruinados
Nunca sóbrios 
Sempre chapados
Metidos em surubas com veados
Sublime sujeira poética 
Peço licença pra meter na poesia
E gozar na estética 
Foda-se a métrica 
Não sei o que é isso
Com intensidade usufruo das palavras 
Como quem fode uma puta velha
Minha verborragia é trágica e bela
Aceito o roteiro que cosmo bolou para mim
Bolando baseados espero o fim
Fiz o necessário na busca do êxtase
Para buracos negros estrelas são um banquete
Não é uma metáfora 
Interprete como quiser
É loucura fluida
Meu sêmen na cara de uma puta qualquer
Comprar maconha é melhor do que trepar
Curtir um som para reverenciar a natureza
Vendo Tiê no YouTube 
New School MPB
Na sequência um rap sujo
Para um beck acender
Enjoado de pornografia 
Atuei num filme ambientado na Feira do Rato
Gravamos na biqueira 
Crônica do Submundo 
Bolei o título e o texto do bagulho
Tô com as drogas, já 
Peguei na linha
Cinquenta reais
Dez balinhas
Dinheiro sinônimo de felicidade 
Ou superficialidade
Necessidade arraigada na sociedade Realidade capitalista e mediocridade
Classe dominante não é elite 
É desumanidade
Só alma suja curtindo um melô de quebradinha
Indomável
Lirismo abominável 
Dirty Bastard da city
Em meio a pussys, maconha, violência, sujeira e resiliência 
Negritude e sapiência das ruas
Convívio na picadilha, vivência

(PISICO)

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