Pensar é um ato
Sentir é um fato
Eu e Clarice Lispector
Num coito literário
Eu amo a vida
Mas sou amigo da morte
Saúdo o menino preto morto pelo BOPE
Que morava na grota
E roubava os brancos na orla
Minha mãe conta de quando vestida de roupa de chita
Ia pra igreja pra não levar outra pisa
O drama de uma nordestina
Me comove, revolta e instiga a escrever
O poeta quer dizer
O que há de se fazer?
Escrevo com o corpo
Fantasio pouco
Crônicas de um louco
Fatos que me causaram desgosto
No hospício sujo dormia no chão a tarde
Num banheiro imundo fiz minhas necessidades
Lá só havia abandono, medo, tristeza, saudades e nenhuma piedade
As vezes sinto que estou cansado de viver
O que amadurece pode apodrecer
Existir não é lógico
Mas isso não é tão óbvio
Caso de loucura
O mundo não tem cura
Acho que meu vizinho está batendo na mulher
Gritaria, baixaria
Qualé, mané?
O cosmo não tem finalidade
É onde tudo é permitido
Toda imoralidade
Em condições análogas a escravidão
Um asiático produz um Nike
E carece de pão
Tô catando as bagas no cinzeiro
Ritual de todo junkie verdadeiro
Extasiado gozando por cada poro
Larica é Nissin com ovo mesmo
Distraído lendo um filósofo francês
Evito o fardo do tempo
Numa fuga implacável do vazio
Às 4hs da manhã de um dia frio
Mais uma estrofe agora fluiu
Com muito lirismo no cosmos surgiu
Mais uma poesia suja
Puta que pariu
O cinema nacional vai salvar
O melhor da sétima arte para apreciar
Pixote, Febre do Rato, Dias de Nietzsche em Turim
Vários clássicos
Me sinto contemplado
Cuspindo mais um poema sofisticado
Eu nunca sou raso
Fumei toda a erva
Larguei o vício em álcool
Um homem de excessos
Tornou-se moderado
Putas cobram caro
Estou desempregado
Me sinto um fracassado
Sentir é um fato
Eu e Clarice Lispector
Num coito literário
Eu amo a vida
Mas sou amigo da morte
Saúdo o menino preto morto pelo BOPE
Que morava na grota
E roubava os brancos na orla
Minha mãe conta de quando vestida de roupa de chita
Ia pra igreja pra não levar outra pisa
O drama de uma nordestina
Me comove, revolta e instiga a escrever
O poeta quer dizer
O que há de se fazer?
Escrevo com o corpo
Fantasio pouco
Crônicas de um louco
Fatos que me causaram desgosto
No hospício sujo dormia no chão a tarde
Num banheiro imundo fiz minhas necessidades
Lá só havia abandono, medo, tristeza, saudades e nenhuma piedade
As vezes sinto que estou cansado de viver
O que amadurece pode apodrecer
Existir não é lógico
Mas isso não é tão óbvio
Caso de loucura
O mundo não tem cura
Acho que meu vizinho está batendo na mulher
Gritaria, baixaria
Qualé, mané?
O cosmo não tem finalidade
É onde tudo é permitido
Toda imoralidade
Em condições análogas a escravidão
Um asiático produz um Nike
E carece de pão
Tô catando as bagas no cinzeiro
Ritual de todo junkie verdadeiro
Extasiado gozando por cada poro
Larica é Nissin com ovo mesmo
Distraído lendo um filósofo francês
Evito o fardo do tempo
Numa fuga implacável do vazio
Às 4hs da manhã de um dia frio
Mais uma estrofe agora fluiu
Com muito lirismo no cosmos surgiu
Mais uma poesia suja
Puta que pariu
O cinema nacional vai salvar
O melhor da sétima arte para apreciar
Pixote, Febre do Rato, Dias de Nietzsche em Turim
Vários clássicos
Me sinto contemplado
Cuspindo mais um poema sofisticado
Eu nunca sou raso
Fumei toda a erva
Larguei o vício em álcool
Um homem de excessos
Tornou-se moderado
Putas cobram caro
Estou desempregado
Me sinto um fracassado
(PISICO)
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