A brisa bate e a polícia também
Rabisco na mureta
Fumaça subindo pá cabeça
Ainda faço um documentário
Sobre poetas arruinados
Nunca sóbrios
Sempre chapados
Metidos em surubas com veados
Sublime sujeira poética
Peço licença pra meter na poesia
E gozar na estética
Foda-se a métrica
Não sei o que é isso
Com intensidade usufruo das palavras
Como quem fode uma puta velha
Minha verborragia é trágica e bela
Aceito o roteiro que cosmo bolou para mim
Bolando baseados espero o fim
Fiz o necessário na busca do êxtase
Para buracos negros estrelas são um banquete
Não é uma metáfora
Interprete como quiser
É loucura fluida
Meu sêmen na cara de uma puta qualquer
Comprar maconha é melhor do que trepar
Curtir um som para reverenciar a natureza
Vendo Tiê no YouTube
New School MPB
Na sequência um rap sujo
Para um beck acender
Enjoado de pornografia
Atuei num filme ambientado na Feira do Rato
Gravamos na biqueira
Crônica do Submundo
Bolei o título e o texto do bagulho
Tô com as drogas, já
Peguei na linha
Cinquenta reais
Dez balinhas
Dinheiro sinônimo de felicidade
Ou superficialidade
Necessidade arraigada na sociedade Realidade capitalista e mediocridade
Classe dominante não é elite
É desumanidade
Só alma suja curtindo um melô de quebradinha
Indomável
Lirismo abominável
Dirty Bastard da city
Em meio a pussys, maconha, violência, sujeira e resiliência
Negritude e sapiência das ruas
Convívio na picadilha, vivência
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