Dei um trampo
Mandei dinheiro para minha mãe
Ela já não me odeia tanto
Outro dia sonhei roubando um banco
Se eu cometer um latrocínio
A vítima será um playboy branco
Desculpa mãe por não ter correspondido às suas expectativas
Você só queria que eu estudasse
Mas eu estava na rua bebendo pinga
Aprendi andar de skate, fumar maconha, crack e cheirar cocaína
Até que devorei uns tantos romances
Que me ajudaram com minhas poesias sobre minha vida em ruínas
Através delas emergi nos escombros
De pé procuro alternativas
Numa overdose vejo a saída
Temo reencarnar
Estou virando espírita
Minha lírica é terrorista
Rap fundamentalista
Tipo um homem bomba anti-racista explodindo em Brasília em nome da justiça
Abaixo o sistema capitalista
Frio na espinha
Estourou a camisinha
Se aquela mina tivesse engravidado o que minha mãe diria?
Eu não tinha trabalho
E só vivia surtado e drogado
Um pobre coitado
Com esquizofrenia
Acabei num hospital psiquiátrico
Se não tivesse sido internado teria me suicidado
Parei de comer e emagreci pra caralho delirando no quarto
Devo minha vida ao Haldol injetável
Saíndo do hospício consegui um emprego com fotografia
Meses se passaram e ganhei peso
Passei a frequentar puteiro com o meu salário
Pedi demissão do trabalho
E quem diria que ao crack eu retornaria
Conheci uns playboys
Uns caras brancos meu vício sustentariam
Madrugada chuvosa e a gente na grota fumando porcaria
Com a boca na lata ou cheirando uma farinha
Coitada da minha mãe me esperando em casa
Um filho vagabundo que só a decepcionaria
Mandei dinheiro para minha mãe
Ela já não me odeia tanto
Outro dia sonhei roubando um banco
Se eu cometer um latrocínio
A vítima será um playboy branco
Desculpa mãe por não ter correspondido às suas expectativas
Você só queria que eu estudasse
Mas eu estava na rua bebendo pinga
Aprendi andar de skate, fumar maconha, crack e cheirar cocaína
Até que devorei uns tantos romances
Que me ajudaram com minhas poesias sobre minha vida em ruínas
Através delas emergi nos escombros
De pé procuro alternativas
Numa overdose vejo a saída
Temo reencarnar
Estou virando espírita
Minha lírica é terrorista
Rap fundamentalista
Tipo um homem bomba anti-racista explodindo em Brasília em nome da justiça
Abaixo o sistema capitalista
Frio na espinha
Estourou a camisinha
Se aquela mina tivesse engravidado o que minha mãe diria?
Eu não tinha trabalho
E só vivia surtado e drogado
Um pobre coitado
Com esquizofrenia
Acabei num hospital psiquiátrico
Se não tivesse sido internado teria me suicidado
Parei de comer e emagreci pra caralho delirando no quarto
Devo minha vida ao Haldol injetável
Saíndo do hospício consegui um emprego com fotografia
Meses se passaram e ganhei peso
Passei a frequentar puteiro com o meu salário
Pedi demissão do trabalho
E quem diria que ao crack eu retornaria
Conheci uns playboys
Uns caras brancos meu vício sustentariam
Madrugada chuvosa e a gente na grota fumando porcaria
Com a boca na lata ou cheirando uma farinha
Coitada da minha mãe me esperando em casa
Um filho vagabundo que só a decepcionaria
(PISICO)
.jpeg)
Nenhum comentário:
Postar um comentário